sábado, 12 de dezembro de 2015

Dicas para escrever a monografia

Um comentário


Pensei em escrever algo que pudesse ajudar os outros na hora de elaborar a monografia, ou pelo menos arquivar -para mim- essas dicas. Então lá vai....

Primeiro de tudo é preciso pesquisar e ler bastante sobre o tema. Até aí nenhuma novidade! Faça resumos e fichamentos. Não se limite a apenas uma espécie de leitura como os artigos, leia também monografias, dissertações, teses e livros, é claro. Para o tema da minha monografia tem um autor importantíssimo, comprei o livro dele, fiz marcações, coloquei post its e risquei mesmo. Era necessário! Além de tudo que li pela internet. 

Dica importante aqui: Salve tudo que você leu! Baixe em pdf, guarde o link ou já coloque imediatamente numa página do word algumas referências e a data que você acessou. Ah, e quando escrever qualquer tipo de citação no seu texto, recomendo que coloque o autor, livro, página e de onde extraiu aquilo logo ao lado para que não se perca futuramente.

Bem, o interessante é que você comece a sua monografia já tentando estruturá-la! Como? Com uma espécie de sumário. Faça tópicos sobre os assuntos que você irá abordar e escreva em baixo de cada tópico o que será abordado ali e os motivos. Por exemplo: no capítulo 1 irei falar sobre tal tema por causa disso, disso e disso. Abordarei sobre tais características desse tema, de forma que será como uma espécie de panorama para que o leitor entenda sobre outro tal assunto nos capítulos seguintes, etc. Isso é apenas para você se guiar! Assim, você não ficará perdido no desenvolvimento do trabalho. Depois que elaborar o texto, apague isso, é claro!

Escreva escreva escreva...
Quando uma pessoa lê e entende um assunto, ela vai saber escrever sobre ele. Então tenha domínio do seu assunto para que possa escrever sem cometer enganos. Pesquise vários autores, tenha um grande leque de informações para te ajudar. 

Cuidado nas repetições de palavras
Procure sinônimos! Eu como jornalista sempre procuro sinônimos para as palavras afim de que o texto não fique repetitivo. Faça isso! Só preste bastante atenção, pois a internet, ás vezes, nos oferece sinônimos que não se encaixam no nosso contexto.

Afirma, aborda, esclarece, explana...
Não fique usando apenas palavras como fulano diz isso, ciclano fala aquilo. Saia da sua zona de conforto!



Cuidado na concordância
Sempre SEMPRE preste atenção nas concordâncias! Provavelmente você vai escrever um parágrafo que depois vai ler e falar "hã?", mas calma. Isso é normal. Reavalie seu texto. Leia as palavras em alto e bom som para que sua mente perceba melhor os erros e te ajude a corrigir.

Um esqueleto de texto...
Geralmente quando escrevo textos faço "esqueletos", que é como chamo os rascunhos. Ali ponho todas as ideias, dados, faço os parágrafos e tudo o mais. Depois escrevo "realmente" e é aí que "o bicho pega". Nessa parte é necessário avaliar a escrita, se as palavras que foram usadas têm sentido e são as melhores, se os parágrafos estão se conectando e qual a ordem melhor para eles. Se estiver percebendo que você começou um assunto no primeiro parágrafo, no segundo mudou de tema e no terceiro voltou para o mesmo assunto do primeiro... que tal juntar o primeiro com o terceiro?! Pode fazer mais sentido. Isso tudo depende também da sua lógica textual, mas o importante é não ficar se perdendo nos temas e parágrafos indefinidamente.
Eu, particularmente, na monografia já ia escrevendo, observando erros, corrigindo e ajeitando as concordâncias, mas essa é uma tática minha que você pode não estar acostumado. Então você tem a opção de fazer como falei acima e depois corrigir toda a ortografia.

Ponha um propósito para o dia...
Eu gostava de ir escrevendo colocando metas. Então você pode fazer isso para não ficar perdido. Coloque metas como: escrever tal capítulo hoje, pesquisar sobre tal autor amanhã, corrigir ortografia de tais partes, escrever até pelo menos a página tal. 

Todo cuidado na ortografia...
Não é novidade que você precisa ser bem coerente no que escreve prestando muita atenção na ortografia. Sempre que estiver em dúvida sobre uma palavra... abra imediatamente uma página do google para pesquisá-la. Ah, e você também pode marcar a palavra em negrito apenas para se lembrar de voltar nela depois só para corrigir. Mas não é legal fazer isso sempre, certo? Vai te dar um trabalho dobrado na hora das correções lá na frente.


Então, essas foram só algumas dicas! Posso voltar com mais depois ;) Abraços!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Só um update...

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Olá para quem estiver aí lendo isso! Finalmente consegui finalizar minha monografia. É, já era hora! Estava nas correrias dos últimos dias, mas consegui entregar. Agora só preciso fazer um roteiro e treinar para a apresentação em frente da banca julgadora. 
Estou nervosa, confesso. Mas venho lido e assistido vídeos sobre o que fazer na apresentação, além de dicas para slide e comportamento.
É tanto assunto pra falar que ás vezes acabo correndo nas palavras na ânsia de passar tudo, mas sei que aquele meu poder de concisão precisa estar presente agora. Então que seja! Depois do grande resultado volto a fazer um post para contar se recebi uma nota favorável ou não. Estou pensando também em fazer um post completo com dicas na hora de escrever nesses casos... mas, é claro, só se der tudo certo na banca julgadora. Acho legal a ideia de poder compartilhar algumas estruturas de escrita e planejamento que podem ser seguidas para um texto mais satisfatório. É isso. Abraços!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Talking about: "The Knife of Never Letting Go"

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Today I decided to write this post to improve my english! So I'm reading "The Knife of Never Letting Go" from Patrick Ness. It's a beautiful book, with more then 400 pages, that talks about a young boy, Todd, who is almost completing 13 years old and lives in a city called Prentisburgo. Just mens live in this city and nobody studys. Todd doens't have his father and mother, because they died years ago when aliens tried to made the people in the city get sick. A terrible virus invaded the city and all the womens there died, but all the mens starded to listen others thought. It's a little bit confusing, but they can know what the others are thinking meters away. Also, they can listen the animals thoughts, too!


Although, everything that Todd knows and believes It's a lie. And one day he listen something different in the florest, that is close to his city. After that, the mens who took care of him because his father and mother died, tells him that he needs to get out of the city and search for help. Just with food, a map, his dog and one journal, Todd escape from the city. But he doens't know why! The journal that it's with him was writeen by his mother, and he truly wants to read it, but he doens't know how to read. I liked how Ness criated this book and the characters! The plot is very interisting!

I heard about "The Knife of Never Letting Go" in a booktube, that believes that this is an amazing book and everybody has to read it! He also said that this is a trilogy, wich is called Chaos Walking. I'm in the middle of the book and very excited to finish it and to buy the others! 

If you want to know about Nesse, watch this short video:



I hope you liked this post, and if you do: please, let me know! See you soon!

Crítica: "Rainha de Copas"

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Selecionei um livro bem interessante e que me surpreendeu positivamente pra discutir aqui no blog! Também prometo fazer uma resenha em vídeo, então é só aguardar. O livro de hoje é o Rainha de Copas da Colleen Oakes. Comprei ele na bienal por apenas R$ 15,00. Sim, uma pechincha! A compra foi bem "no impulso" mesmo, ninguém havia me indicado o livro nem nunca tinha ouvido falar.

A história aborda Dinah, princesa do País das Maravilhas e futura rainha de copas, com destaque para sua trajetória, os problemas em seu reino e alguns mistérios e assassinatos bem inteligentes. A narrativa fluiu muito bem, com apenas cerca de 200 páginas li Rainha de Copas em apenas dois dias.

A autora conseguiu fazer uma história coerente e apaixonante, principalmente para aqueles que gostam do País das Maravilhas (de Alice!). A diagramação é simples, mas o roteiro compensa. Ah, e vale ressaltar que esse livro criou vários mistérios mas que muitos deles não foram desvendados aqui, é como se ele fosse apenas uma apresentação, pois, na verdade, é uma saga!



Adorei como os personagens foram criados aqui, como foram bem construídos e desenvolvidos. Deu pra sentir de perto toda a tristeza que a Dinah passou e entender melhor suas ações. Oakes quis dar o destaque de que nem todos os contos de fadas têm um final feliz e com isso criou um enredo com várias surpresas, revelações, toques de romance e muita crueldade. A princesa sofre muitas humilhações de seu pai, o rei e precisa conviver com isso diariamente. E o rei só aceito por seus súditos pelo fato de que protege o reino contra um outro povo que pode ser perigoso para eles. Não é um rei bom, muito menos amado pelas pessoas, é apenas aceito.

Não quero dar muitos detalhes sobre os personagens que aparecem, e, por favor, não leia a sinopse da capa pois seria muito spoiler! Confie em mim, a surpresa vai ser bem maior se você ler sem saber muito sobre quem vai aparecer neste livro!


Espero que tenham gostado do post! Em breve vou estar trazendo conteúdos sobre outros livros. Aguardem! (:

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MUITOS NADAS

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Venho andado tão ocupada com as coisas da vida, monografia, planos pro futuro, monografia, novo projeto com os amigos, já falei monografia? Então tá! Eu vim percebendo que sobra tempo para coisas banais e falta tempo pra mim e pra o que eu realmente gosto de fazer. São tantas horas desperdiçadas em frente à redes sociais ou à televisão que acho que isso me limita.


Recentemente meu celular quebrou e eu já estou há quase um mês sem ele e sem whatsapp. Parece loucura, né? Mas até que eu estou gostando. Valorizo essa chance de me desprender de coisas banais. Agora quando saio com os amigos ou com a família não preciso me esconder atrás de uma tela ou ficar checando mensagens de um em um minuto. Eu presto atenção naquela pessoa que tá ali comigo. Vi dia desses um colega que resolveu largar o Facebook por um tempo, pois o site não estava sendo um instrumento construtivo pra ele, só o estava deixando de lado as coisas importantes da vida. Se você está no mesmo barco: faz o teste! Experimenta colocar suas prioridades no topo da lista.



Só me falta inserir outro hábito na minha vida que até ano passado eu tinha, mas acabei abandonando. O hábito de escrever cartas. É tão legal compartilhar as experiências, as novidades e todo o resto em um papel e enviar pros amigos e colegas! Colocarei isso no topo da lista logo após entregar por definitivo a monografia (é, não paro de falar dessa bendita!). Acho que tenho cerca de dez cartinhas pra responder e enviar nos correios, então mãos à obra.

Nesse meio tempo que estou no desapego... consegui evoluir bastante no meu trabalho de conclusão de curso, pesquisei pós graduações e mestrados, coloquei metas para o futuro e, o mais legal: desenvolvi um projeto que estou suuuuuper animada e é um plano de comunicação. Não posso entrar em muitos detalhes ainda, mas vai ser muito legal e colocar ele em prática vai ser melhor ainda.

Ás vezes deu vontade de fazer isso aqui enquanto escrevia (mas faz parte):


Ah, e eu também venho fazendo altas pesquisas (além de pensar muito) sobre a área do jornalismo que eu pretendo seguir logo agora que estou quaaaase me formando. Já tá tudo decidido, mas não pretendo entrar em detalhes agora, deixa eu me formar primeiro que conto.

Sobre frases boas... posso compartilhar aqui algumas que vão me representar. <3




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A boa surpresa de ler "Insígnia"

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Depois de um bom tempo sem postar aqui por alguns motivos, decidi reativar o blog e trazer mais! Além de textos sobre séries, quero também falar de livros que me interessam, que li e recomendo. E para começar: o primeiro livro que quero abordar é o Insígnia: A Arma Secreta da S J Kincaid. De tanto assistir booktubers (pessoas que tem canal no youtube só para falar de livros) que tanto gosto, Insígnia se destacou na minha lista de desejos e acabei comprando. E foi uma surpresa (positiva) e tanto! Vamos à sinopse:

Insígnia relata a história do Tom Raines, de apenas 14 anos, que tem uma habilidade com games. Sem um lar fixo, ele sempre viveu com seu pai de cassino em cassino, tentando sobreviver com dinheiros de apostas. Mas, da noite para o dia, Tom ganhou a oportunidade de participar do Exército e usar seu talento como jogador para ajudar seu país a vencer a Terceira Guerra Mundial (Isso mesmo! Você não leu errado! Terceira Guerra Mundial). É aí que o garoto tem a chance de se tornar alguém importante e com habilidades tecnológicas que ninguém imagina.

Olha só como é a capa!

As letras nas laterais e na capa são borradinhas assim mesmo, juro!    

Confesso que fiquei um pouco dividida com a sinopse. A parte tecnológica e o cenário de Terceira Guerra Mundial me instigaram, mas por o protagonista ser um adolescente de 14 anos fiquei balançada achando que não gostaria. Mas que engano! De páginas amareladas e com uma diagramação bonita, Insígnia me acrescentou uma leitura muito boa! Algo que eu não tinha há um certo tempo. O protagonista não me decepcionou e a linguagem não era bobinha como pensei que seria, mas também não era séria. Teve aquele balanço importante! O que me incomodou um pouco no Tom foi o seu orgulho, mas nada que me fizesse parar de ler, até porque ele é um adolescente. O bom é que a autora sobre trabalhar bem esse lado orgulhoso, fazendo Tom passar por situações que teria que deixar de lado o orgulho.

Por o livro ser grande (com exatamente 498 páginas) levei cinco dias pra ler (pois queria ler com calma e atenção, sem pressa. Pra me deleitar mesmo). E quando a leitura começava a ficar cansativa ou chata: Kincaid soube dosar e colocou toques de humor, aventura e um pouco de paixão adolescente. A narrativa fluiu muito bem e os personagens me conquistaram por completo. Personagens estes que tiveram um desenvolvimento interessante e não ficaram apenas como plano de fundo da história. 


Vale citar que algumas ações que ocorrem são explicadas mais tarde no livro, por isso a leitura se completa direitinho! Algo que parece pequeno agora... vai fazer sentido lá na frente, acredite! Além disso, Insígnia tem seus mistérios e aqueles altos e baixos que de uma página pra outra algo muda totalmente.

Kincaid também conseguiu nos entregar um cenário interessante para a história, nos dando informações de como está sendo a Terceira Guerra Mundial de forma bem coesa e sensata (cheguei até imaginar que o contexto que ela nos dá poderia acontecer de verdade). 

A leitura não foi rápida demais, nem lenta. Ela apenas teve o contexto e detalhes merecidos para construção da história de forma que no fim o leitor tivesse a certeza de que leu algo completo e também ter vontade de ler sua sequência. Ah, e por falar nisso, Insígnia é uma trilogia composta por: Insígnia: A Arma Secreta, Insígnia: O Vórtex Negro e, por último, Insígnia: Catalisador.



Enfim, espero que tenham gostado e até a próxima! <3

sábado, 18 de julho de 2015

Primeiras impressões: Scream

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                                                                                                                                                                                              (Divulgação)
Depois que muita gente ficou sabendo da série Scream, que é inspirada na franquia de terror Pânico de Wes Craven, teve quem ficasse dividido e achasse que teríamos que lidar com uma produção meia boca, e teve quem apostou de cabeça que daria super certo.

O reboot (termo usado para o relançamento de uma história que não necessariamente segue a continuidade anterior, apenas mantém os elementos mais importantes) é produzido pela MTV e tem de tudo: assassinatos, romances, problemas e dilemas adolescentes de colégio, ameaças, festinha em casas no lago macabro e tudo o mais! Entre os personagens estão a Audrey (Bex Taylor Klaus), que sofre bullying por ter sido filmada beijando outra menina em um vídeo viral; seu amigo nerd Noah (John Karna) que em vários momentos tem seu papel fazendo referências metalinguísticas; Emma (Willa Fitzgerald), nossa protagonista que mais á frente comento mais; Will (Connor Weil), namorado de Emma, que tem um segredo com o melhor amigo: Jake (Tom Maden); Brooke (Carlson Young), amiga de Emma que tem um caso com um professor; e Riley, também amiga da protagonista, porém que parece ter os dois pés no chão. Tem também o Kieran, aluno novo na escola; e a mãe da Emma, uma médica legista. 

                                                                                          Noah, Emma e Audrey                                                            (Divulgação)
O piloto já nos apresenta cada um desses personagens colocando suas características e nos fazendo torcer (ou não) por eles. A trama se inicia com o assassinato brutal de Nina (Bella Thorne), que deixa todos da cidade de Lakewood chocados. É importante falar que nosso assassino não usa a mesma máscara Ghostface dos filmes de Pânico, e sim uma versão própria da máscara!

                                                                  Nina, interpretada por Bella Thorne                                                               (Divulgação)
Enfim, todos do colégio ficam intrigados com os acontecimentos, mas eles resolvem o quê? Fazer uma festa! Isso mesmo. Bem sensato! Ainda mais numa casa que é na beira de um lago no qual há anos ocorreu a morte de um psicopata. Pouco macabro, né?

                                                                                        Brooke                                                                                           (Divulgação)
Pra falar a verdade a Emma não me agradou tanto assim (Como uma pessoa ouve a campainha tocar, olha pelo olho mágico, não vê ninguém, abre a porta na escuridão da noite e fica falando "Olá? Olá???" Assim não tem como te defender, colega!). Em quase todo o episódio eu só fiquei pensando por qual motivo ela pode ter amigos (e namorado) tão babacas! Mas aí é que tá: talvez não só eles sejam babacas, ela também. Essa pauta fica pra próxima dependendo do que ocorrer nos próximos episódios.

                                                                                 Nossa protagonista: Emma                                                               (Divulgação)
Foi interessante ver as citações de outras séries (incríveis) dentro de Scream para mostrar como o Gótico está presente em várias produções atualmente: The Walking Dead, American Horror Story, Bates Motel e Hannibal. Até parei pra anotar no momento e ficar feliz por essa inserção!

O clássico telefonema do assassino da máscara não poderia faltar e foi no fim do piloto que tivemos a primeira ligação. É aqui que você pensa "Agora vai!". Para quem se interessou, confere aqui o trailer de Scream:



Bem, tentei fazer esse Primeiras Impressões sem muitos spoilers, mas nas próximas posso fazer uma parte apenas de sinopse e o resto com todos os spoilers possíveis e comentários sobre os finais. Você decide! Fica aqui registrado que irei continuar com as reviews dessa série, provavelmente episódio por episódio, ou de dois em dois. Quem tiver sugestão pode deixar aqui em baixo!

Aline Nunes

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Crítica: Season finale de Daredevil (Demolidor)

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                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
Um desfecho bom para uma boa história. Demolidor finalizou a primeira temporada com muita luta, choro, reviravolta, mais luta, pedido de casamento. Gente, para o mundo um pouquinho que eu quero descer porque esse forninho tá pesado de tão bom! Mas vamos com calma! Isso aqui é crítica e ainda mais de season finale, vai ter spoiler sim, aviso logo! O episódio se iniciou com o enterro do Ben, nosso jornalista que desde o início vêm mostrando sua integridade em relação à profissão. E não é porque também sou jornalista que admirei o trabalho dele, mas ele era corajoso (e esperto), só que muitas vezes isso não é tudo e somos consumidos pelos "grandões" como Fisk. 

                                                        Murdock e Karen no enterro de Ben Urich                                                                (Divulgação)
Murdock finalmente conseguiu a prova que precisava para desmascarar Wilson Fisk e ele, assim como os que o ajudavam foram presos. A despedida de Fisk e Vanessa (#Fiskessa) foi a mais linda. Isso é pra vocês verem que não é porque é vilão que não dá pra tirar um bom caldo e conteúdo dali. A parte da entrega do anel de noivado foi a mais especial. Até aí tudo bem, mas ainda estávamos em menos de 30 minutos de episódio e eu fiquei pensando "Como assim? Não tem como acabar agora". E não tinha mesmo! 

                                                                                     #ReidoCrime                                                                                   (Divulgação)
Houve reviravolta com direito à Fisk fugindo da melhor forma e com todo estilo. O rei do crime de Nova Iorque não corre, ele anda com toda sua glória e manda matar quem for atrás dele (pelo céu ou pela terra). Tem como não gostar nem um pouquinho desse vilão? É aí que Murdock bota seu plano em ação, consegue seu novo uniforme (o tradicional para o super-herói) que o protege mais de batalhas (o que aconteceu no momento correto) e vai atrás de Fisk. Posso dizer que gostei dessa mistura de primeiro só uma máscara preta e no final seu uniforme tradicional, porque diversificou e principalmente porque Demolidor foi um herói que se desenvolveu conforme cada episódio passava. Não dava pra colocar um uniforme especial logo de primeira, a escolha foi inteligente. 

É assim que Fisk e Murdock têm sua luta final em um beco (que eu fiquei gritando toda empolgada) e Fisk acaba indo pra prisão. Murdock começa a reconstruir sua amizade com Foggy e o triângulo de amizade entre ele, Foggy e Karen volta ao normal. Além disso, ele começa a finalmente ser chamado de "Daredevil" (Demolidor) pela imprensa, ou seja: sua imagem foi mudada e ele deixou de ser o vilão que muitos pensavam que fosse. 

                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
A série já está renovada para sua segunda temporada como esclareci aqui. Como balanço geral eu posso dizer que Demolidor valeu à pena. Dá pra fazer maratona com os amigos sem grandes arrependimentos. Cada ponta ficou bem amarradinha no final (ou com a possibilidade de novos desdobramentos na próxima temporada) e dá pra saber que muita coisa ainda está por vir. 


Aline Nunes

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Primeiras impressões: Between

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Lá estava eu em busca de conteúdo para mim e para o blog quando achei Between. Resolvi assistir o piloto para poder escrever minhas primeiras impressões, mas não coloquei muitas expectativas (ainda bem por isso!). Eu explico: a série se trata de um drama de ficção científica que se passa numa cidade pequena chamada Pretty Lake. Um dia, do nada, todos os cidadãos maiores de 22 anos começam a morrer de uma doença inexplicável. O governo resolve que a cidade precisa ficar em quarentena. Ninguém entra, ninguém sai e é isso aí.

Para quem não sabe Between foi criada por Michael McGowan (de "Sempre Estarei Contigo" (2012) e "Uma semana" (2008), com produção executiva de Don Carmody, David Cormican e Naveen Prasad. 

                       Jennette McCurdy no papel de Wiley em Between                                                                          (Divulgação)
A premissa pode ter sido boa, mas o jeito que o piloto foi feito parece que alguns personagens foram apenas jogados no episódio no intuito de serem apresentados. O que eu digo? Tática bem meia boca. Pra você ter ideia não gravei o nome de nenhum deles, só o da Wiley (Jennette McCurdy) que é a protagonista e está grávida. Enfim, ela tem um amigo chamado Adam (só sei por motivos de: pesquisei no google) que começa a investigar melhor as coisas e é ele que descobre de primeira que quem tem até 21 anos não se afeta com a tal doença misteriosa. É ele também (cara, penteie esse cabelo) que quer bolar um plano de fuga da cidade, afinal a quarentena pode durar mais do que eles pensam. Imagina se isso dura anos?

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Também tem a filha do padre que faz você perder a paciência em poucos segundos. Sem contar nos dois carinhas bem indiferentes que roubaram um carro porque pensaram que ninguém se importaria já que a cidade estava com a epidemia e todos morrendo. Que coisa pra se fazer, né verdade? (Ah, tá todo mundo morrendo de uma doença estranha na nossa cidade, mas vamos ser vId@ l0k@ e roubar um carro?! Ok, parei). Só acharei isso bem justificável se um deles for bem louco de verdade, um psicopata. Aí a história muda e eu até posso me empolgar!

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Ainda não acabou: tem o rapaz riquinho que também não serve de nada (olha aí que é tudo personagem descartável), fica na cola do pai sempre. Além dele, os dois carinhas na prisão. Não se sabe quem é o pai do bebê da Wiley e eu tô apostando que deve ser ou esse jovem rico ou um dos que estão na prisão.

Foi tão estranha a forma na qual a série nos apresentou a cada um que em um momento eu fui apenas me arrastando até o fim do episódio pra pelo menos escrever esse texto. Não dá pra jogar um punhado de personagens na tela e esperar que o espectador simpatize com um deles desse jeito. Além disso, nenhum deles tem carisma. Só o que dá pra torcer é pra que a produção consiga desenvolver melhor a história. A gente sabe que a vivência em um isolamento pode ser bem complicada. Exemplo disso é Under the Dome. Eu sei que os plots podem ser bem diferentes por Under the Dome se tratar de uma redoma mágica em uma cidade e Between ser por uma doença, mas o que gira em torno das duas histórias é a mesma coisa: o isolamento e o que isso causa com cada cidade e as pessoas.

Além da Jennette McCurdy, o elenco conta com Jesse Carere, Jack Murray, Brooke Palsson, Justin Kelly, Ryan Allen, Kyle Mac, Krystal Nausbaum e Jim Watson. Para quem ficou curioso pra ver o trailer, aqui está:


Aline Nunes

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Crítica: Daredevil (Demolidor)

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                                                                                                                                                                       (Divulgação)
Para começar com o pé direito resolvi escrever sobre uma das séries que vêm fazendo mais sucesso agora: Daredevil (Demolidor).  Aviso logo que a crítica se trata dos doze primeiros episódios no geral, pois resolvi que o último precisava de uma análise mais aprofundada e individual, até porque season finale merece destaque aqui. Produzida pela netflix, Demolidor tem conquistado os fãs de super-heróis (e até os que não são) por possuir um bom roteiro e um ritmo que prende a atenção. 

Mas vamos pelo começo: a série trata de contar a história de Matthew Murdock (Charlie Cox) que em sua infância sofreu um acidente no qual envolvia um caminhão carregado de líquidos químicos que o deixaram cego, mas que acabaram desenvolvendo seus sentidos. A produção aborda como Murdock luta contra o crime em Nova Iorque (mais especificamente na área chamada Hell's Kitchen), especialmente contra um dos grandes chefões: Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), que até certo episódio não se podia falar no nome dele [opa, falei] . Quero salientar que as escolhas de atores para interpretar Murdock e Fisk foram bem acertadas porque os dois conseguem segurar bem essa peteca.


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Não poderia deixa de citar Foggy (Elden Henson) que consegue ser um personagem interessante, não apenas por ser um amigo fiel de Murdock, mas por dar mais leveza e humor ao seriado. Foggy conquista sua simpatia logo de primeira! Quem duvida que ele confundindo em espanhol "abogado" (advogado) com "abacate" (o mesmo em português) não foi uma das melhores cenas de humor? Já a Karen (Deborah Ann Woll) tenho certos conflitos. Acredito que em muitas vezes ela age num impulso pela verdade e acaba se prejudicando, se colocando em enrascadas que poderiam ser pelo menos um pouco evitadas. Karen vê as coisas muito superficialmente até o episódio em que "encontra" Wesley (Toby Leonard Moore) pra uma conversinha. 

Mas vamos às personagens que também são intrigantes, porém de formas bem diferentes: Claire (Rosario Dawson) e Vanessa (Ayelet Zurer). Preciso falar a verdade: não sei o que é que viram de química entre a Claire e Murdock (kd química?). A Claire quase não tem utilidade. Não me entenda mal, todo personagem em Demolidor tem função e só vejo a dela como enfermeira de Murdock. Só! Tentaram forçar uma barra ali querendo um romance daquilo, mas romance é romance e um lance é um lance, lembra? Já a Vanessa (Ayelet Zurer) eu bato palma de pé, faço saudação e abro caminho no tapete vermelho porque ali sim é uma personagem que encaixou perfeitamente com Fisk. Sem tirar nem pôr! Ninguém pode negar que Fisk tem um lado encantador! Me vi torcendo por Vanessa e Wilson (#Fiskessa) em cada momento e posso dizer que a química que Murdock e Claire não têm, eles têm pra dar e vender. 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Logo no piloto a produção nos faz questão de mostrar tudo que será explorado no decorrer da temporada e cada pontinha vai sendo abordada conforme os episódios. Tudo fica amarradinho. Me vi parando os episódios em alguns instantes para conseguir absorver melhor cada cena. É luta pra todo o lado, mas o nível vai aumentando, se é que você me entende! Bem, não só eu, mas também alguns amigos que são fãs da série, gostamos de destacar o quanto a produção não é manjada como muitos podem pensar. Exemplo disso é o traje do nosso protagonista, que é uma roupa preta e uma máscara da mesma cor. Estamos acostumados com todo aquele frufru de roupas coloridas, mas dessa vez vemos a simplicidade em foco. Em alguns dos últimos episódios é que Murdock providência uma roupa mais especial, que o proteja mais de suas batalhas, mas deixa isso pro meu próximo texto! 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Demolidor abre um pouco mão de trilha sonora, a utilizando apenas em momentos realmente estratégicos. Creio que o intuito é justamente esse: valorizar as conversas (ou as não conversas) sem a necessidade de uma música para dar carga emocional. As imagens falam por si. As expressões e reações. Não precisamos de músicas em cada momento. Mas entre as faixas tocadas estão desde músicas de Rolling Stones, Train e Broken Bells. Sim, o bom gosto está em nossa porta.

Para quem tiver interesse, a série já tem toda a sua primeira temporada disponibilizada no Netflix (para alegria dazmiga e dazinimiga também) e já foi renovada para segunda temporada. E pra facilitar sua vida (vê como eu tô boa), deixo aqui o trailer da série caso você não tenha visto ainda:


Aline Nunes