quarta-feira, 15 de julho de 2015

Crítica: Daredevil (Demolidor)

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                                                                                                                                                                       (Divulgação)
Para começar com o pé direito resolvi escrever sobre uma das séries que vêm fazendo mais sucesso agora: Daredevil (Demolidor).  Aviso logo que a crítica se trata dos doze primeiros episódios no geral, pois resolvi que o último precisava de uma análise mais aprofundada e individual, até porque season finale merece destaque aqui. Produzida pela netflix, Demolidor tem conquistado os fãs de super-heróis (e até os que não são) por possuir um bom roteiro e um ritmo que prende a atenção. 

Mas vamos pelo começo: a série trata de contar a história de Matthew Murdock (Charlie Cox) que em sua infância sofreu um acidente no qual envolvia um caminhão carregado de líquidos químicos que o deixaram cego, mas que acabaram desenvolvendo seus sentidos. A produção aborda como Murdock luta contra o crime em Nova Iorque (mais especificamente na área chamada Hell's Kitchen), especialmente contra um dos grandes chefões: Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), que até certo episódio não se podia falar no nome dele [opa, falei] . Quero salientar que as escolhas de atores para interpretar Murdock e Fisk foram bem acertadas porque os dois conseguem segurar bem essa peteca.


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Não poderia deixa de citar Foggy (Elden Henson) que consegue ser um personagem interessante, não apenas por ser um amigo fiel de Murdock, mas por dar mais leveza e humor ao seriado. Foggy conquista sua simpatia logo de primeira! Quem duvida que ele confundindo em espanhol "abogado" (advogado) com "abacate" (o mesmo em português) não foi uma das melhores cenas de humor? Já a Karen (Deborah Ann Woll) tenho certos conflitos. Acredito que em muitas vezes ela age num impulso pela verdade e acaba se prejudicando, se colocando em enrascadas que poderiam ser pelo menos um pouco evitadas. Karen vê as coisas muito superficialmente até o episódio em que "encontra" Wesley (Toby Leonard Moore) pra uma conversinha. 

Mas vamos às personagens que também são intrigantes, porém de formas bem diferentes: Claire (Rosario Dawson) e Vanessa (Ayelet Zurer). Preciso falar a verdade: não sei o que é que viram de química entre a Claire e Murdock (kd química?). A Claire quase não tem utilidade. Não me entenda mal, todo personagem em Demolidor tem função e só vejo a dela como enfermeira de Murdock. Só! Tentaram forçar uma barra ali querendo um romance daquilo, mas romance é romance e um lance é um lance, lembra? Já a Vanessa (Ayelet Zurer) eu bato palma de pé, faço saudação e abro caminho no tapete vermelho porque ali sim é uma personagem que encaixou perfeitamente com Fisk. Sem tirar nem pôr! Ninguém pode negar que Fisk tem um lado encantador! Me vi torcendo por Vanessa e Wilson (#Fiskessa) em cada momento e posso dizer que a química que Murdock e Claire não têm, eles têm pra dar e vender. 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Logo no piloto a produção nos faz questão de mostrar tudo que será explorado no decorrer da temporada e cada pontinha vai sendo abordada conforme os episódios. Tudo fica amarradinho. Me vi parando os episódios em alguns instantes para conseguir absorver melhor cada cena. É luta pra todo o lado, mas o nível vai aumentando, se é que você me entende! Bem, não só eu, mas também alguns amigos que são fãs da série, gostamos de destacar o quanto a produção não é manjada como muitos podem pensar. Exemplo disso é o traje do nosso protagonista, que é uma roupa preta e uma máscara da mesma cor. Estamos acostumados com todo aquele frufru de roupas coloridas, mas dessa vez vemos a simplicidade em foco. Em alguns dos últimos episódios é que Murdock providência uma roupa mais especial, que o proteja mais de suas batalhas, mas deixa isso pro meu próximo texto! 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Demolidor abre um pouco mão de trilha sonora, a utilizando apenas em momentos realmente estratégicos. Creio que o intuito é justamente esse: valorizar as conversas (ou as não conversas) sem a necessidade de uma música para dar carga emocional. As imagens falam por si. As expressões e reações. Não precisamos de músicas em cada momento. Mas entre as faixas tocadas estão desde músicas de Rolling Stones, Train e Broken Bells. Sim, o bom gosto está em nossa porta.

Para quem tiver interesse, a série já tem toda a sua primeira temporada disponibilizada no Netflix (para alegria dazmiga e dazinimiga também) e já foi renovada para segunda temporada. E pra facilitar sua vida (vê como eu tô boa), deixo aqui o trailer da série caso você não tenha visto ainda:


Aline Nunes

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