sábado, 18 de julho de 2015

Primeiras impressões: Scream

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                                                                                                                                                                                              (Divulgação)
Depois que muita gente ficou sabendo da série Scream, que é inspirada na franquia de terror Pânico de Wes Craven, teve quem ficasse dividido e achasse que teríamos que lidar com uma produção meia boca, e teve quem apostou de cabeça que daria super certo.

O reboot (termo usado para o relançamento de uma história que não necessariamente segue a continuidade anterior, apenas mantém os elementos mais importantes) é produzido pela MTV e tem de tudo: assassinatos, romances, problemas e dilemas adolescentes de colégio, ameaças, festinha em casas no lago macabro e tudo o mais! Entre os personagens estão a Audrey (Bex Taylor Klaus), que sofre bullying por ter sido filmada beijando outra menina em um vídeo viral; seu amigo nerd Noah (John Karna) que em vários momentos tem seu papel fazendo referências metalinguísticas; Emma (Willa Fitzgerald), nossa protagonista que mais á frente comento mais; Will (Connor Weil), namorado de Emma, que tem um segredo com o melhor amigo: Jake (Tom Maden); Brooke (Carlson Young), amiga de Emma que tem um caso com um professor; e Riley, também amiga da protagonista, porém que parece ter os dois pés no chão. Tem também o Kieran, aluno novo na escola; e a mãe da Emma, uma médica legista. 

                                                                                          Noah, Emma e Audrey                                                            (Divulgação)
O piloto já nos apresenta cada um desses personagens colocando suas características e nos fazendo torcer (ou não) por eles. A trama se inicia com o assassinato brutal de Nina (Bella Thorne), que deixa todos da cidade de Lakewood chocados. É importante falar que nosso assassino não usa a mesma máscara Ghostface dos filmes de Pânico, e sim uma versão própria da máscara!

                                                                  Nina, interpretada por Bella Thorne                                                               (Divulgação)
Enfim, todos do colégio ficam intrigados com os acontecimentos, mas eles resolvem o quê? Fazer uma festa! Isso mesmo. Bem sensato! Ainda mais numa casa que é na beira de um lago no qual há anos ocorreu a morte de um psicopata. Pouco macabro, né?

                                                                                        Brooke                                                                                           (Divulgação)
Pra falar a verdade a Emma não me agradou tanto assim (Como uma pessoa ouve a campainha tocar, olha pelo olho mágico, não vê ninguém, abre a porta na escuridão da noite e fica falando "Olá? Olá???" Assim não tem como te defender, colega!). Em quase todo o episódio eu só fiquei pensando por qual motivo ela pode ter amigos (e namorado) tão babacas! Mas aí é que tá: talvez não só eles sejam babacas, ela também. Essa pauta fica pra próxima dependendo do que ocorrer nos próximos episódios.

                                                                                 Nossa protagonista: Emma                                                               (Divulgação)
Foi interessante ver as citações de outras séries (incríveis) dentro de Scream para mostrar como o Gótico está presente em várias produções atualmente: The Walking Dead, American Horror Story, Bates Motel e Hannibal. Até parei pra anotar no momento e ficar feliz por essa inserção!

O clássico telefonema do assassino da máscara não poderia faltar e foi no fim do piloto que tivemos a primeira ligação. É aqui que você pensa "Agora vai!". Para quem se interessou, confere aqui o trailer de Scream:



Bem, tentei fazer esse Primeiras Impressões sem muitos spoilers, mas nas próximas posso fazer uma parte apenas de sinopse e o resto com todos os spoilers possíveis e comentários sobre os finais. Você decide! Fica aqui registrado que irei continuar com as reviews dessa série, provavelmente episódio por episódio, ou de dois em dois. Quem tiver sugestão pode deixar aqui em baixo!

Aline Nunes

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Crítica: Season finale de Daredevil (Demolidor)

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                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
Um desfecho bom para uma boa história. Demolidor finalizou a primeira temporada com muita luta, choro, reviravolta, mais luta, pedido de casamento. Gente, para o mundo um pouquinho que eu quero descer porque esse forninho tá pesado de tão bom! Mas vamos com calma! Isso aqui é crítica e ainda mais de season finale, vai ter spoiler sim, aviso logo! O episódio se iniciou com o enterro do Ben, nosso jornalista que desde o início vêm mostrando sua integridade em relação à profissão. E não é porque também sou jornalista que admirei o trabalho dele, mas ele era corajoso (e esperto), só que muitas vezes isso não é tudo e somos consumidos pelos "grandões" como Fisk. 

                                                        Murdock e Karen no enterro de Ben Urich                                                                (Divulgação)
Murdock finalmente conseguiu a prova que precisava para desmascarar Wilson Fisk e ele, assim como os que o ajudavam foram presos. A despedida de Fisk e Vanessa (#Fiskessa) foi a mais linda. Isso é pra vocês verem que não é porque é vilão que não dá pra tirar um bom caldo e conteúdo dali. A parte da entrega do anel de noivado foi a mais especial. Até aí tudo bem, mas ainda estávamos em menos de 30 minutos de episódio e eu fiquei pensando "Como assim? Não tem como acabar agora". E não tinha mesmo! 

                                                                                     #ReidoCrime                                                                                   (Divulgação)
Houve reviravolta com direito à Fisk fugindo da melhor forma e com todo estilo. O rei do crime de Nova Iorque não corre, ele anda com toda sua glória e manda matar quem for atrás dele (pelo céu ou pela terra). Tem como não gostar nem um pouquinho desse vilão? É aí que Murdock bota seu plano em ação, consegue seu novo uniforme (o tradicional para o super-herói) que o protege mais de batalhas (o que aconteceu no momento correto) e vai atrás de Fisk. Posso dizer que gostei dessa mistura de primeiro só uma máscara preta e no final seu uniforme tradicional, porque diversificou e principalmente porque Demolidor foi um herói que se desenvolveu conforme cada episódio passava. Não dava pra colocar um uniforme especial logo de primeira, a escolha foi inteligente. 

É assim que Fisk e Murdock têm sua luta final em um beco (que eu fiquei gritando toda empolgada) e Fisk acaba indo pra prisão. Murdock começa a reconstruir sua amizade com Foggy e o triângulo de amizade entre ele, Foggy e Karen volta ao normal. Além disso, ele começa a finalmente ser chamado de "Daredevil" (Demolidor) pela imprensa, ou seja: sua imagem foi mudada e ele deixou de ser o vilão que muitos pensavam que fosse. 

                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
                                                                                                                                                                                               (Divulgação)
A série já está renovada para sua segunda temporada como esclareci aqui. Como balanço geral eu posso dizer que Demolidor valeu à pena. Dá pra fazer maratona com os amigos sem grandes arrependimentos. Cada ponta ficou bem amarradinha no final (ou com a possibilidade de novos desdobramentos na próxima temporada) e dá pra saber que muita coisa ainda está por vir. 


Aline Nunes

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Primeiras impressões: Between

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Lá estava eu em busca de conteúdo para mim e para o blog quando achei Between. Resolvi assistir o piloto para poder escrever minhas primeiras impressões, mas não coloquei muitas expectativas (ainda bem por isso!). Eu explico: a série se trata de um drama de ficção científica que se passa numa cidade pequena chamada Pretty Lake. Um dia, do nada, todos os cidadãos maiores de 22 anos começam a morrer de uma doença inexplicável. O governo resolve que a cidade precisa ficar em quarentena. Ninguém entra, ninguém sai e é isso aí.

Para quem não sabe Between foi criada por Michael McGowan (de "Sempre Estarei Contigo" (2012) e "Uma semana" (2008), com produção executiva de Don Carmody, David Cormican e Naveen Prasad. 

                       Jennette McCurdy no papel de Wiley em Between                                                                          (Divulgação)
A premissa pode ter sido boa, mas o jeito que o piloto foi feito parece que alguns personagens foram apenas jogados no episódio no intuito de serem apresentados. O que eu digo? Tática bem meia boca. Pra você ter ideia não gravei o nome de nenhum deles, só o da Wiley (Jennette McCurdy) que é a protagonista e está grávida. Enfim, ela tem um amigo chamado Adam (só sei por motivos de: pesquisei no google) que começa a investigar melhor as coisas e é ele que descobre de primeira que quem tem até 21 anos não se afeta com a tal doença misteriosa. É ele também (cara, penteie esse cabelo) que quer bolar um plano de fuga da cidade, afinal a quarentena pode durar mais do que eles pensam. Imagina se isso dura anos?

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Também tem a filha do padre que faz você perder a paciência em poucos segundos. Sem contar nos dois carinhas bem indiferentes que roubaram um carro porque pensaram que ninguém se importaria já que a cidade estava com a epidemia e todos morrendo. Que coisa pra se fazer, né verdade? (Ah, tá todo mundo morrendo de uma doença estranha na nossa cidade, mas vamos ser vId@ l0k@ e roubar um carro?! Ok, parei). Só acharei isso bem justificável se um deles for bem louco de verdade, um psicopata. Aí a história muda e eu até posso me empolgar!

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Ainda não acabou: tem o rapaz riquinho que também não serve de nada (olha aí que é tudo personagem descartável), fica na cola do pai sempre. Além dele, os dois carinhas na prisão. Não se sabe quem é o pai do bebê da Wiley e eu tô apostando que deve ser ou esse jovem rico ou um dos que estão na prisão.

Foi tão estranha a forma na qual a série nos apresentou a cada um que em um momento eu fui apenas me arrastando até o fim do episódio pra pelo menos escrever esse texto. Não dá pra jogar um punhado de personagens na tela e esperar que o espectador simpatize com um deles desse jeito. Além disso, nenhum deles tem carisma. Só o que dá pra torcer é pra que a produção consiga desenvolver melhor a história. A gente sabe que a vivência em um isolamento pode ser bem complicada. Exemplo disso é Under the Dome. Eu sei que os plots podem ser bem diferentes por Under the Dome se tratar de uma redoma mágica em uma cidade e Between ser por uma doença, mas o que gira em torno das duas histórias é a mesma coisa: o isolamento e o que isso causa com cada cidade e as pessoas.

Além da Jennette McCurdy, o elenco conta com Jesse Carere, Jack Murray, Brooke Palsson, Justin Kelly, Ryan Allen, Kyle Mac, Krystal Nausbaum e Jim Watson. Para quem ficou curioso pra ver o trailer, aqui está:


Aline Nunes

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Crítica: Daredevil (Demolidor)

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                                                                                                                                                                       (Divulgação)
Para começar com o pé direito resolvi escrever sobre uma das séries que vêm fazendo mais sucesso agora: Daredevil (Demolidor).  Aviso logo que a crítica se trata dos doze primeiros episódios no geral, pois resolvi que o último precisava de uma análise mais aprofundada e individual, até porque season finale merece destaque aqui. Produzida pela netflix, Demolidor tem conquistado os fãs de super-heróis (e até os que não são) por possuir um bom roteiro e um ritmo que prende a atenção. 

Mas vamos pelo começo: a série trata de contar a história de Matthew Murdock (Charlie Cox) que em sua infância sofreu um acidente no qual envolvia um caminhão carregado de líquidos químicos que o deixaram cego, mas que acabaram desenvolvendo seus sentidos. A produção aborda como Murdock luta contra o crime em Nova Iorque (mais especificamente na área chamada Hell's Kitchen), especialmente contra um dos grandes chefões: Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), que até certo episódio não se podia falar no nome dele [opa, falei] . Quero salientar que as escolhas de atores para interpretar Murdock e Fisk foram bem acertadas porque os dois conseguem segurar bem essa peteca.


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Não poderia deixa de citar Foggy (Elden Henson) que consegue ser um personagem interessante, não apenas por ser um amigo fiel de Murdock, mas por dar mais leveza e humor ao seriado. Foggy conquista sua simpatia logo de primeira! Quem duvida que ele confundindo em espanhol "abogado" (advogado) com "abacate" (o mesmo em português) não foi uma das melhores cenas de humor? Já a Karen (Deborah Ann Woll) tenho certos conflitos. Acredito que em muitas vezes ela age num impulso pela verdade e acaba se prejudicando, se colocando em enrascadas que poderiam ser pelo menos um pouco evitadas. Karen vê as coisas muito superficialmente até o episódio em que "encontra" Wesley (Toby Leonard Moore) pra uma conversinha. 

Mas vamos às personagens que também são intrigantes, porém de formas bem diferentes: Claire (Rosario Dawson) e Vanessa (Ayelet Zurer). Preciso falar a verdade: não sei o que é que viram de química entre a Claire e Murdock (kd química?). A Claire quase não tem utilidade. Não me entenda mal, todo personagem em Demolidor tem função e só vejo a dela como enfermeira de Murdock. Só! Tentaram forçar uma barra ali querendo um romance daquilo, mas romance é romance e um lance é um lance, lembra? Já a Vanessa (Ayelet Zurer) eu bato palma de pé, faço saudação e abro caminho no tapete vermelho porque ali sim é uma personagem que encaixou perfeitamente com Fisk. Sem tirar nem pôr! Ninguém pode negar que Fisk tem um lado encantador! Me vi torcendo por Vanessa e Wilson (#Fiskessa) em cada momento e posso dizer que a química que Murdock e Claire não têm, eles têm pra dar e vender. 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Logo no piloto a produção nos faz questão de mostrar tudo que será explorado no decorrer da temporada e cada pontinha vai sendo abordada conforme os episódios. Tudo fica amarradinho. Me vi parando os episódios em alguns instantes para conseguir absorver melhor cada cena. É luta pra todo o lado, mas o nível vai aumentando, se é que você me entende! Bem, não só eu, mas também alguns amigos que são fãs da série, gostamos de destacar o quanto a produção não é manjada como muitos podem pensar. Exemplo disso é o traje do nosso protagonista, que é uma roupa preta e uma máscara da mesma cor. Estamos acostumados com todo aquele frufru de roupas coloridas, mas dessa vez vemos a simplicidade em foco. Em alguns dos últimos episódios é que Murdock providência uma roupa mais especial, que o proteja mais de suas batalhas, mas deixa isso pro meu próximo texto! 


                                                                                                                                                                       (Divulgação)

Demolidor abre um pouco mão de trilha sonora, a utilizando apenas em momentos realmente estratégicos. Creio que o intuito é justamente esse: valorizar as conversas (ou as não conversas) sem a necessidade de uma música para dar carga emocional. As imagens falam por si. As expressões e reações. Não precisamos de músicas em cada momento. Mas entre as faixas tocadas estão desde músicas de Rolling Stones, Train e Broken Bells. Sim, o bom gosto está em nossa porta.

Para quem tiver interesse, a série já tem toda a sua primeira temporada disponibilizada no Netflix (para alegria dazmiga e dazinimiga também) e já foi renovada para segunda temporada. E pra facilitar sua vida (vê como eu tô boa), deixo aqui o trailer da série caso você não tenha visto ainda:


Aline Nunes